quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Compraste uma fatia de bolo e colocaste uma vela no topo para cantar-me parabéns no primeiro minuto do dia do meu ano. O relógio que olhaste o dia inteiro marcava enfim meia-noite e um e eu fiquei mais que feliz com tua simples surpresa. Éramos só nós dois, afinal. Sem amigos esse ano.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

No retorno, paramos em um café desses de estrada. O menu era extenso e demorei demais para decidir o que comer. Santi elogiou meus cabelos demasiadamente claros quando refletidos pelo sol da manhã e eu o acusei de ser um bobo apaixonado. Estávamos afinal atrasados. Vítimas de um final de semana prolongado. O trabalho marcaria nossas faltas, enquanto meu namorado não se cansava de dissertar sobre como meus cabelos iluminavam o seu dia. E suas bobeiras alegram o meu.

domingo, 7 de agosto de 2016

Quero me pendurar em seu pescoço e permanecer nele como um pêndulo até alguém pagar resgate, mas que não paguem. Que me permitam passar a tarde cá em teus braços.

sábado, 6 de agosto de 2016

“É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. Como traduzir o encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.” (Clarice Lispector)

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Óculos para esconder as olheiras por teres me mantido acordada até altas horas da noite de ontem. Ou seria hoje? E sorriso de canto de boca para disfarçar a alegria de estar ao teu lado.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Sussurro palavras gentis a meu antigo amor. Como mexes comigo! Ele olha daquele jeito que tem de me enfeitiçar: vem cá, sua boba, sou eu, não precisamos de preliminares, sussurra-me em silêncio. Dizemos "oi" com um toque de pele. Ele acaricia meus cabelos e sabemos que não há necessidade de perguntarmos um "tudo bem?". Estamos bem agora um ao lado de outro. Como sempre deveria ter sido. Desde o início de nossos tempos.